Estava no meu carro dirigindo na volta pra casa do trabalho, pensando em alguns desses tais momentos, e eu não sei por qual motivo eu fui colocar aquele CD no player, foi tão injusto, a mágica em minha mente tornou-se melâncolia, eu acompanhava as canções como se ainda fizesse algum sentido, roubaste o meu momento, meu e dele, onde não cabe mais você e toda a nossa velha história.
E quanto mais eu tentava não pensar, a recordação de nóis dois regadas aquelas mesmas canções eram inevitáveis.
Me rendi, elevei o som e com ele minha voz. Comecei a cantar, como se a frequência que eu emitia de alguma forma fosse me ajudar a extravazar o que já não conseguia mais nem processar.
Eu não me lembrei de ti quando estava com ele, não senti seu gosto na pele dele, os beijos que me dara, a maneira que me tocara, a pressão do corpo junto ao meu, vocês em nada se comparam.
Agora, que estou aqui, vivendo o momento novamente so pra mim, você vem pra me fazer medir…
Acabou, e é ele que tenho aqui comigo agora, respeita isso!
… Disse eu pro meu coracão.
Desliguei o som, a raiva dentro de mim pulsava forte, injusto não é lembrar de você, um amigo me disse que isso é normal.
Injusto seria fazer outra pessoa sofrer por causa de você.